Bem-vindo(a) ao mundo da programação! Hoje você vai entender o que é programar de verdade, conhecer o Python e escrever sua primeira linha de código. Bora?
…aprender um novo idioma. Só que em vez de falar com pessoas, você fala com máquinas. E elas são bem mais literais que a gente — nada de "cê me passa o sal aí?". Tem que ser na régua.
A pesquisa do Código Fonte TV é a maior do Brasil sobre nossa área. Médias de 2025:
O céu é o limite. Inglês + dev sólido = você concorre globalmente, do quarto.
Programador é profissional sem fronteiras. Casa, café, praia, outro país — basta um notebook e Wi-Fi decente.
Resposta direta: não obriga. A área é meritocrática — o que conta é o que você sabe entregar.
Salário médio em 2025 — pesquisa do Código Fonte TV:
Não importa. Esse curso é sobre os FUNDAMENTOS DA PROGRAMAÇÃO — lógica, algoritmos, decisões, repetição, dados, funções. Esses conceitos são universais: rodam em Python, Java, C#, Go, Rust, qualquer linguagem.
A pergunta certa pra 2025. Resposta direta: SIM, mais do que nunca. O jogo mudou — mas quem tem base sólida sai na frente como nunca antes na história da nossa profissão.
Você usa a IA como copiloto. Entende o que ela gera, corrige o que está errado, conduz a solução. Vira o famoso 10x dev — entrega num dia o que antes levava semanas.
Vira "prompt monkey": cola código que não entende, não consegue debugar, depende 100% da IA pra qualquer coisa. O mercado descarta primeiro.
Calculadora não eliminou matemático — turbinou quem sabia matemática. Quem nunca aprendeu a contar não vira gênio só porque tem calculadora na mão. IA é a mesma coisa: amplifica quem tem base, expõe quem não tem.
Na nossa área, recrutador caça no LinkedIn. É lá que ele vê seu currículo, seu networking, seus posts, seu histórico. Sem LinkedIn ativo, você fica invisível pra metade do mercado.
Snapshots do que rola hoje no LinkedIn / Gupy / vagas remotas:
💡 Onde caçar: linkedin.com/jobs · gupy.io · vagas.com.br · remotar.com.br · turing.com · weworkremotely.com. Dezenas de novas todo dia.
Aqui a gente trabalha com dado real, não com "tendência LinkedIn". Confira você mesmo:
Aprender a programar é como aprender um instrumento musical.
Ninguém vira músico só assistindo aula — só tocando.
Aqui é igual: cada exercício "olhinho", cada bug, cada
print("Olá") que dá errado é uma nota da partitura.
Calma, calma — respira fundo, não fecha a aba 🙃. Aqui a gente trabalha com verdade, e a verdade tá no próprio nome: Programação para INICIANTES. A palavra-chave é iniciantes — não "empregabilidade instantânea".
Qualquer um que prometer "vaga garantida em 30 dias" tá vendendo sonho. Aqui a gente vende base — que é o que ninguém pula sem se machucar.
A base de tudo: lógica de programação, algoritmos, condicionais, loops, listas, dicionários, funções. O chão de fábrica em cima do qual você vai construir TUDO depois.
É como aprender o alfabeto antes de escrever romance. Sem isso, qualquer curso avançado vira inglês com você de espanhol — você até pega umas palavras, mas não conversa.
Programação é jornada. Esse curso é a primeira etapa — não a última. Olha o mapa:
Você lê o passo a passo: bata os ovos, peneire a farinha, leve ao forno. Cada passo é claro, em ordem, e tem um resultado esperado.
Programar é igualzinho. Você escreve o passo a passo, o computador executa. Se você esquecer um ingrediente, o bolo desanda 🍰 — e o programa também.
Receita = código,
Ingredientes = dados,
Passo a passo = algoritmo.
Bem simples, né?
Assim como a gente usa português pra conversar entre pessoas, usamos linguagens de programação pra conversar com computadores.
Existem várias (Java, JavaScript, C, Ruby…). A nossa escolhida é o Python — amigável, poderosa e moderna.
É literalmente uma linha:
O Python foi criado por Guido van Rossum em 1991. O nome NÃO vem do bicho 🐍 — vem do grupo de comédia britânico Monty Python, que o Guido era fã. Por isso a comunidade Python é tão bem-humorada (e a documentação tem piadas escondidas 😄).
Você escreve uma linha em Python e aperta "Run" no PyCharm. Em milissegundos, isso aqui acontece:
Você dá a receita pra ele. Ele lê, entende e faz exatamente o que foi mandado. Sem improviso. Se o passo 3 estiver errado, ele faz errado mesmo — a culpa é sempre da receita, não do robô.
Antes de escrever qualquer linha de código, todo programador faz três coisas:
Quatro exercícios curtinhos pra você falar com a máquina pela primeira vez. Os dois primeiros a gente faz junto. Os outros dois… olhinho 👀.
Passo a passo:
ola_mundo.pyprint("Olá, mundo!")print("Olá, mundo!")
No terminal do PyCharm vai aparecer:
Até agora a gente só mostrou texto. Bora deixar o usuário digitar o nome dele e cumprimentar ele.
A função input() mostra uma pergunta na tela e espera o usuário digitar.
O que ele digitar volta como uma string (texto) que a gente pode guardar numa variável.
# pergunta o nome e guarda na variável nome = input("Qual é o seu nome? ") print(f"Olá, {nome}! Bem-vindo(a) ao Python 🐍")
f"…{nome}…" é uma f-string —
jeito moderno e bonito de juntar variáveis com texto. A gente vai estudar a fundo no próximo capítulo.
Crie um arquivo boas_vindas.py. Dentro, peça duas coisas
ao usuário usando input(): o nome e o curso.
Depois mostre uma frase de boas-vindas usando f-string: "Bem-vindo(a), [nome]! Você está no curso de [curso]."
É bem parecido com o exercício 1.1 que a gente acabou de fazer — só que agora com duas variáveis em vez de uma. Você consegue!
# pega os dados do usuário nome = input("Qual é o seu nome? ") curso = input("Em qual curso você está? ") print(f"Bem-vindo(a), {nome}! Você está no curso de {curso}.")
{ }. Pode usar quantas quiser!
Crie calculo_idade.py. Peça duas coisas ao usuário:
o nome e o ano de nascimento.
Calcule a idade aproximada: 2026 - ano_nascimento.
E mostre: "[nome], você tem aproximadamente [idade] anos."
⚠️ Pega leve nessa parte: o input() sempre devolve
texto. Pra fazer conta com o ano, você precisa converter
pra número usando int(...). Tipo: int(input("Ano: ")).
# pega o nome (texto, fica como veio) nome = input("Qual é o seu nome? ") # pega o ano e CONVERTE pra número inteiro ano_nascimento = int(input("Em que ano você nasceu? ")) idade = 2026 - ano_nascimento print(f"{nome}, você tem aproximadamente {idade} anos.")
int()? Porque input() sempre devolve
uma string (texto). E texto não dá pra subtrair! Tipo isso aqui dá erro:
"2002" - 2026. Convertendo com int(), você diz pro Python:
"vai, vira número que eu preciso fazer conta".
Crie um arquivo mensagem_dupla.py. Vamos juntar
três informações numa mensagem só:
Peça com input(): seu nome, o
nome de um amigo(a), e a cidade de vocês.
No final, mostre uma frase tipo: "Olá! Eu sou [nome], meu amigo(a) é [amigo] e somos lá de [cidade]."
Mesma ideia do boas_vindas.py (1.2), só que com três variáveis na mesma f-string. Você consegue!
{ }
dentro da f-string vira o conteúdo de uma variável.
Espiar antes de tentar = aprendizado pela metade.
# pega os três dados nome = input("Seu nome: ") amigo = input("Nome do(a) amigo(a): ") cidade = input("Cidade de vocês: ") print(f"Olá! Eu sou {nome}, meu amigo(a) é {amigo} e somos lá de {cidade}.")
Crie dias_de_vida.py. Peça a idade do usuário e
mostre quantos dias ele já viveu (aproximadamente).
Lembra do 1.3 (calculo_idade.py)? A pegadinha é a mesma:
input() devolve texto. Pra fazer conta com a idade, precisa
converter com int().
Fórmula simples: dias = idade * 365. Depois mostre algo como
"Você já viveu cerca de [dias] dias!"
# pega a idade e CONVERTE pra inteiro idade = int(input("Quantos anos você tem? ")) dias = idade * 365 print(f"Você já viveu cerca de {dias} dias!")
horas = dias * 24. Vai te impressionar quantas horas
você já passou neste planeta. ⏰
Crie conversor_metros.py. Peça um valor em metros
e mostre duas conversões:
Lembre de usar int() pra converter o input em número antes de fazer conta.
Você pode usar dois print() diferentes (um pra cada conversão)
ou um só com várias coisas separadas por ,.
# pega o valor em metros metros = int(input("Quantos metros? ")) cm = metros * 100 mm = metros * 1000 print(f"{metros} metros = {cm} cm = {mm} mm")
input, int,
conta e print com f-string. Você já é um programador iniciante. 🎉
Todo programador erra. TODO MUNDO. Inclusive seniors com 20 anos de experiência. Cada erro é uma oportunidade de aprender.
O Python é seu amigo: quando algo dá errado, ele mostra uma mensagem tentando te ajudar. Leia com calma, mesmo que pareça intimidador. A última linha geralmente diz exatamente o que aconteceu.
Você vai conhecer esses bem de perto. Não se preocupa — todo mundo passa por aqui:
print"Olá" ❌
print(Olá) ❌ — Python acha que Olá é uma variável que não existe
int() e tentar fazer conta com texto
f"Olá, {nome}!" — junta texto com variável
Capítulo 02 — Variáveis e Tipos.
Você vai descobrir que tudo que a gente fez aqui já usava variáveis (lembra do nome = ...?).
Bora aprofundar?